Brinquedo Assassino 2019: entenda o que mudou

Quem nasceu entre os anos 80 e 90 com certeza cresceu aterrorizado pelo boneco mais sanguinário de todos os tempos: Chucky, o "Brinquedo Assassino". Lançado em 1988, o primeiro filme da franquia trouxe algo novo no cinema: um homem que após ser baleado em uma troca de tiros resolve usar seus conhecimentos em voodoo para transferir sua alma para o corpo de um boneco, o boneco "Good Guy", brinquedo este que era a sensação do momento entre as crianças. Tempos depois o boneco possuído cai nas mãos de Andy Barclay, um menino ingênuo que terá de lutar contra o boneco Chucky em pelo menos mais 3 filmes da franquia, tudo porque o brinquedo assassino precisa possuir seu corpo para não viver eternamente como um boneco.
Já no filme de 2019 as coisas são um tanto quanto diferentes. A história em torno do voodoo não existe mais, aqui damos lugar a um Chucky eletrônico capaz de controlar produtos da marca Kaslan, a produtora do brinquedo. Além disso, ele também tem a capacidade de aprender frases e interagir com as crianças, assim como a "Ashley Too" da quinta temporada de Black Mirror.
Eis que um belo dia, ao ser demitido da linha de produção, um funcionário se vinga alterando o sistema de um desses bonecos o tornado "maligno". Justamente esse boneco iria parar nas mãos do menino Andy, que ao contrário do filme original, onde ele era apenas uma criança, aqui Andy é um pré-adolescente que vive sem amigos e pra completar na companhia de uma mãe relapsa. Andy ganha o brinquedo Buddi, que em seguida é chamado de Chucky e logo o boneco se torna seu melhor amigo. 
A medida em que a historia se desenrola percebemos que o boneco Chucky está disposto a defender Andy de qualquer pessoa ou até mesmo animal que tente fazer mal ao garoto. Logo na primeira demonstração disso percebemos que os personagens não são muito inteligentes, visto que deveriam se livrar logo do brinquedo, mas não é isso o que acontece. Até o final da trama rolam alguns assassinatos e as cenas finais são bem sangrentas.

Qual é melhor: remake ou original?

Primeiramente vale ressaltar que esse novo filme não deve ser encarado como remake, mas sim como reboot. Um remake consiste em refazer o filme mantendo seus personagens e eventos da mesma forma como o original, já o reboot é uma nova versão da obra, ou seja, o filme contado de uma forma diferente. 
O novo filme não é ruim, mas deve ser visto sem comparações com o original para que ele funcione melhor. A inserção da tecnologia na história é bem interessante, pois casa muito bem com o período atual em que vivemos, no entanto o visual do brinquedo não é muito agradável. Mesmo que o Chucky original não seja nem um galã, vale ressaltar que ele tem um design que funciona como boneco, e seria um brinquedo que as crianças realmente comprariam (pelo menos nos anos 80 e 90). Já o novo Chucky tem um rosto estranho, não se assemelha a um boneco que seria facilmente adquirido por aí.
Os dois filmes tem furos no roteiro e personagens "burros", mas cada um com suas particularidades, sem condições de compará-los.

Para relembrar todos os filmes da franquia Brinquedo Assassino confira o vídeo que saiu lá no canal Café com Naftalina:

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